Time, energy and money. These should never be compromised.

Como saber se estou em risco de sobre-endividamento

Conheça os sinais de alerta.

O excesso de dívida (sobre-endividamento) é o problema financeiro que mais afecta as famílias portuguesas. Este consiste numa contracção de dívida em excesso quando comparado com o rendimento da família. Neste artigo propomos um olhar sobre este problema e como identifica-lo a tempo de ter de enfrentar consequências mais drásticas.

O que é o sobre-endividamento

O endividamento é uma inevitabilidade para a maior parte das famílias portuguesas. Muitas vezes devido aos baixos rendimentos e poucas poupanças as famílias tem necessidade de recorrer a financiamentos para fazer face a despesas maiores tais como a compra de um carro ou de um imóvel. No entanto, o endividamento, se for com conta e medida, não tem de se tornar em nenhum drama. O problema é quando esse endividamento se torna excessivo e começa a acumular diversos créditos diferentes. Cada crédito terá a sua TAEG, muitas vezes um valor elevado (por exemplo crédito ao consumo) e com uma componente variável, muitas vezes indexada à taxa Euribor. Assim, o sobre-endividamento diz respeito à situação em que, face aos rendimentos que a pessoa aufere, detém um elevado número de créditos que absorvem quase todo esse rendimento mensalmente.

Conselhos para evitar o sobre-endividamento

O primeiro conselho, no que diz respeito a não entrar numa situação de sobre-endividamento, é o de pensar muito bem antes de pedir um novo crédito. Deve evitar a todo o custo, créditos para compras que não são imprescindíveis, bem como, compras de valores demasiados elevados tendo em conta os seus rendimentos. Por outro lado deve ter em conta que, a maior parte das vezes a mensalidade a pagar à instituição bancária tem uma parte variável. Essa parte variável muitas vezes está indexada à taxa Euribor. Esta taxa vai variando ao longo do tempo e pode fazer com que o seu crédito suba (ou desça) de forma significativa, face ao valor que pagava nas primeiras mensalidades. Essa situação foi a que causou a falência de muitas famílias na última crise financeira. Assim, não se deve limitar ao raciocínio de verificar se a sua mensalidade actual é comportável ou não. Lembre-se que deve sempre deixar uma margem para que esta possa vir a subir no futuro.

Taxa de endividamento aceitável

Muitos especialistas da área recomendam que, numa família, os gastos com o pagamento mensal de dívidas não devem ultrapassar os 30% dos seus rendimentos. Obviamente que não se deve tomar este valor como um valor absoluto mas é um bom indicador. Este permite deixar uma margem para subidas de mensalidades futuras e assim evitar o sobre-endividamento. Mesmo na análise da capacidade financeira, efectuada pelos bancos ao conceder um crédito, é essa a percentagem considerada para verificar se o cliente tem capacidade para liquidar a dívida.

Tal como foi referido, deve deixar-se uma margem para que a mensalidade associada ao crédito possa vir a subir, sem consequências imediatas graves para a família. No entanto, existe ainda outro aspecto, para o qual essa margem pode vir a ser bastante útil. Em caso de diminuição temporária ou definitiva dos rendimentos da família, mesmo que a mensalidade se mantenha, isto pode conduzir a uma situação muito sensível do ponto de vista financeiro. Assim, esta margem é importante tanto para o lado da mensalidade que pode vir a subir, como para o lado dos rendimentos que podem vir a decrescer. No que toca a endividamento todo o cuidado é pouco e deve-se sempre manter com uma margem o maior possível, para fazer face a situações indesejáveis no futuro. Lembre-se que muitos créditos são a um período de tempo muito alargado, pelo que muita coisa pode acontecer na sua vida familiar ao longo desse tempo.

Conclusão

O endividamento é uma realidade que faz parte da maior parte das famílias portuguesas. Este não constitui nenhum problema de maior se for feito com peso e medida. Desde que este assuma no máximo uma percentagem a rondar os 30% do rendimento familiar disponível, não deverá ter grandes problemas no futuro. Esta percentagem deixa uma margem suficiente para eventuais aumentos da mensalidade, bem como, diminuições no rendimento mensal familiar. Normalmente este valor é aquele que também é considerado pelos bancos para fazer a análise da capacidade financeira do cliente. Ainda assim não deve confiar apenas na instituição financeira mas fazer os seus cálculos previamente e evitar que a mensalidade a pagar ao banco seja superior a este valor. Lembre-se que uma situação de desemprego, por exemplo, pode alterar todas as suas contas por isso deve sempre ter presentes os piores cenários possíveis para assim se precaver de consequências maiores no futuro.

Deixe o seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.