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Como funcionam as distribuições de dividendos aos accionistas

Aprenda os detalhes desta forma de rendimento.

Com a escassez de rendimento oferecido pelas tradicionais aplicações financeiras, alguns investidores começam a virar-se para o mercado accionista. Neste podem obter-se rendimentos bastante elevados num curto espaço de tempo mas também comportam outro tipo de riscos. Uma das formas de lucrar no mercado accionista é através dos distribuições de dividendos pelas empresas. Veremos neste artigo alguns detalhes sobre isto mesmo.

Riscos do mercado accionista

A bolsa de valores tem a fama de poder proporcionar rendimentos muito elevados num curto espaço de tempo. O que muitos investidores não se lembram é que o contrário também sucede com muita frequência, ou seja, prejuízos muito elevados. Por ser um mercado bastante volátil, as variações nas cotações não costumam ser suaves, independentemente de subirem ou descerem, num determinado momento.

Para investidores novatos neste mercado é preferível investir com um horizonte temporal mais alargado. Desta forma é possível suavizar as variações bruscas que ocorrem no curto prazo. Por outro lado, ao investir com um horizonte temporal muito curto, fica exposto a estas variações abruptas que podem aumentar o seu capital muito rapidamente, mas também lhe podem dar um prejuízo avultado num piscar de olhos.

Distribuição de dividendos

As distribuições de dividendos ocorrem quando as empresas pretendem dar aos accionistas uma remuneração directa pelo seu capital. Esta situação é variável e nem todas as empresas o fazem. O objectivo é premiar o accionista e mantê-lo a investir na empresa. Por outro lado, ao receber um dividendo, poderá ainda beneficiar da subida da cotação da acção em questão. Ou seja, são duas formas de rendimento distintas. A primeira é através da valorização da cotação. A segunda contempla as distribuições de dividendos feitas pela empresa.

Todas as empresas distribuem dividendos?

Nem todas as empresas fazem distribuições de dividendos. Aliás, a maior parte delas não tem o hábito de o fazer. Alguns gestores consideram que essa operação descapitaliza a empresa de forma desnecessária. Ou seja, são um custo que a empresa incorre, sem qualquer possibilidade de retorno. A corrente de gestores que apoia este pensamento defende que o capital da empresa deve ser preservado e investido em novas áreas que possam transformar-se em facturação.

Devido ao pensamento acima descrito nem todas as empresas distribuem dividendos. Dentro das que distribuem, existem 2 grandes grupos. As empresas que distribuem dividendos historicamente de forma sistemática e as empresas que o fazem por ter havido algum acontecimento extraordinário que assim o justifique. O primeiro grupo de empresas costumam ser empresas com uma longa história, que transaccionam um produto ou serviço bastante popular e cuja procura flutua pouco ao longo dos anos. Estas costumam fazer distribuições de dividendos uma ou mais vezes por ano, que vai sendo actualizado. Do segundo grupo fazem parte empresas que tiveram no passado recente algum motivo para fazer a distribuição de dividendos, como por exemplo o fecho de um grande negócio. Desta forma a empresa decide premiar os accionistas com os resultados de um novo negócio.

Estratégias de investimento

Como em todos os investimentos em mercados financeiros, o melhor conselho que se pode dar é a diversificação. Assim, se pretende conceber uma estratégia com base no rendimento através de dividendos, deve diversificar o mais possível. Por isso mesmo deve procurar várias empresas de sectores de actividade distintos com um bom histórico de distribuição de dividendos. Lembre-se de analisar sempre o histórico da cotação também. Não adianta de nada ter um bom dividendo se a cotação da respectiva acção está constantemente a desvalorizar. Neste caso será um ganho falso, pois apesar de ganhar o dividendo, o seu investimento está a perder valor.

Considere também na sua estratégia de investimento os custos envolvidos. Normalmente existe um custo anual referente à comissão de guarda de títulos, cobrado pela sua instituição financeira. Por outro lado, todas as ordens de compra e venda, também costumam estar sujeitas a uma determinada taxa. De qualquer forma, como este deverá ser um investimento a longo prazo, esse custo inicial rapidamente fica diluído no seu investimento. Por outro lado, há ainda a considerar os custos com impostos, uma vez que os dividendos estão sujeitos ao pagamento de impostos.

Conclusão

O investimento em empresas que fazem distribuições de dividendos com regularidade, pode ser uma excelente forma de diversificação de rendimentos. Desta forma consegue obter um rendimento constante, ainda que variável, ao longo do tempo. Além disso pode ainda beneficiar da valorização da empresa em si. De forma a diminuir o risco envolvido considere um investimento a longo prazo, e uma diversificação grande, para não estar demasiado dependente apenas de uma empresa. Deve ainda equacionar os custos envolvidos, nomeadamente a nível de taxas e impostos, sendo que estes últimos podem acabar por ter um impacto significativo nos rendimentos, uma vez que as distribuições de dividendos estão sujeitos a impostos.

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