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A prestação do crédito habitação vai subir? Saiba o que esperar

A subida das taxas euribor fará subir as prestações?

A crise do imobiliário, que atingiu Portugal em 2008, foi causada principalmente pela escalada do valor da taxa de euribor que serve de referência ao calculo da prestação dos créditos à habitação. Esta fez com que a mensalidade referente ao crédito à habitação de muitas famílias disparasse para valores superiores ao dobro do que estavam habituados a pagar. Em muitos casos a mensalidade subiu para valores superiores ao rendimento mensal da família o que as colocou numa situação complicada. No entanto, após a crise foram tomadas várias medidas a nível dos bancos centrais e dos governos dos países. Essas medidas acabaram por surtir efeito e, passado algum tempo, a taxa euribor começou finalmente a descer e chegou a encontrar-se em valores negativos. Neste caso aconteceu a situação inversa, ou seja, registou-se uma descida generalizada das mensalidades de crédito à habitação, para a maior parte das famílias. Recentemente começaram a surgir sinais de que uma nova reversão pode acontecer, e com a crise de 2008 na memoria, muitas pessoas começam a recear pelas suas finanças por pensarem que o crédito habitação vai subir. Vejamos neste artigo se há razões para preocupação.

O efeito da Euribor baixa

Actualmente vivemos numa situação em que as taxas euribor para todas as maturidades se encontram historicamente baixas. Esta situação tem uma parte boa, que é o facto das mensalidades a pagar ao banco pelos créditos à habitação, descerem de forma generalizada. Ou seja, quem já tem um crédito à habitação contraído, começa a pagar menos mensalmente.

Para quem pretende contrair um novo crédito à habitação, existe uma armadilha que pode complicar a vida financeira no futuro. Por as taxas estarem anormalmente baixas, a mensalidade a pagar por um novo crédito à habitação encontra-se excepcionalmente baixa. Isto pode levar a que as pessoas peçam emprestado um valor superior ao que conseguirão suportar no futuro. É muito importante ter a noção que a mensalidade que agora pagam não é uma mensalidade realista, pois estamos num período excepcional, com circunstancias que não se vão manter para sempre. É hoje uma certeza que o crédito habitação vai subir. Uma pessoa que contraia um empréstimo em que a sua taxa de esforço fique já próxima do limite, terá seguramente problemas graves no futuro. Para novos empréstimos deve garantir que tem uma margem grande na sua taxa de esforço mensal, para poder fazer face a aumentos que irão ocorrer no futuro.

A Euribor vai subir?

A resposta curta é: vai. É só uma questão de tempo e como os empréstimos à habitação costumam ser de várias dezenas de anos, nesse período, certamente irá subir. Esta taxa que serve de referência para o cálculo da mensalidade a pagar ao banco, está com valores anormalmente baixos que não se irão manter para sempre. Assim, é de esperar que esta taxa venha a subir e todos os créditos à habitação tenham um aumento significativo nas suas mensalidades. Especialistas estimam que no prazo de 2 a 5 anos isso começará a acontecer. Naturalmente esta situação depende do estado das economias mundiais e das políticas implementadas. Em Portugal a descida dos spreads oferecidos pelos bancos, acompanhados da euribor baixa, tem feito os pedidos de novos créditos à habitação subir. Neste momento está novamente barato, pedir crédito à habitação, depois de alguns anos em que o acesso a este crédito esteve dificultado, devido à crise financeira de 2008.

Precauções a tomar

Tal como foi referido, a subida das taxas de euribor é inevitável, é apenas uma questão de tempo. Assim, deve precaver-se antecipadamente para não ser apanhado de surpresa.

Para novos créditos o conselho é deixar uma margem grande na taxa de esforço mensal para que possa acomodar subidas no futuro. Uma boa regra é a mensalidade, neste momento, ser um terço daquilo que a família seria capaz de suportar. Assim, fica com uma margem grande assumindo que o crédito habitação vai subir, e não deverá ter surpresas.

Para créditos à habitação que já foram contraídos, o conselho é verificar como está a sua taxa de esforço. Se já estiver perto do limite deverá tomar medidas para que essa mensalidade diminua. Uma das hipóteses é recorrer à consolidação de créditos, caso tenha mais que um, e assim obter uma mensalidade mais baixa. Por outro lado, pode tentar cortar noutros gastos para aumentar a poupança e assim poder ter uma almofada, para fazer face a despesas maiores no futuro. Lembre-se que é nos bons momentos que se poupa para as piores fases da economia. Neste momento, em Portugal, considera-se que estamos num bom momento pois os impostos tiveram um alívio, o desemprego diminuiu, entre outros. Assim, estamos numa situação propicia a poder aumentar as suas poupanças.

Conclusão

As taxas de euribor que são utilizadas todos os meses no cálculo da sua mensalidade do crédito à habitação, encontram-se historicamente baixas. No entanto é de esperar que venham a subir no futuro ou seja o crédito habitação vai subir. Todos os especialistas concordam que estas taxas não ficarão assim para sempre. Assim, trata-se apenas de uma questão de tempo. Por isso mesmo, quer já tenha um crédito à habitação contraído, quer esteja a pensar contrair um, deverá tomar as precauções necessárias, sabendo que a subida das mensalidades é uma inevitabilidade.

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