Como aplicar as suas poupanças

Alguns bancos em Portugal não tiveram um “final feliz” e são muitos os clientes lesados. Há outros clientes, contudo, que não tendo sido prejudicados nem estando envolvidos na turbulência do setor financeiro resolveram pensar onde é que efetivamente as suas poupanças poderiam estar seguras. Alguns mudaram de banco, outros preferiram mesmo levantar as suas poupanças e aplicá-las fora dos bancos.

Aplicar as poupanças com relativa segurança

Fundos de investimento – Aqui os produtos ainda que possam ser comercializados por instituições financeiras não lhes pertencem. O risco apenas se prende com a estratégia traçada pelos gestores desses fundos e não com a instituição bancária. Os fundos de investimento estão ligados ao “sobe e desce” das bolsas, o que quer dizer que tanto se pode ganhar como perder. Quanto mais dinheiro investido, maior o risco – está é uma premissa mas não deve ser desencorajadora. Antes motivo para uma ponderação atenta por parte dos clientes.

Depósitos a prazo – Um depósito a prazo é um produto financeiro fácil de subscrever apesar de hoje em dia contar com taxas de juro baixas. Há dois aspetos a considerar: escolher um banco que não esteja à beira de rutura e escolher o banco que melhores taxas de juro oferece. Esteja atento às campanhas de angariação de novos clientes por parte dos bancos para averiguar se lhe compensa traçar o cenário de mudar de banco.

De notar que, quando as poupanças são inferiores a 100 mil euros, os clientes podem ficar descansados porque há uma lei que os protege no caso do banco em questão falir.

Certificados de aforro ou certificados do Tesouro – Trata-se de títulos de dívida pública. A garantia surge da parte do Estado e não das entidades bancárias.

Contas poupança reforma – A idade da reforma pode estar longe, no entanto, investir dinheiro em contas poupança reforma pode dar-lhe a segurança de uma velhice confortável e tranquila.

Seguros de capitalização com capital garantido – O dinheiro é colocado numa seguradora, através de um seguro de vida. É uma possibilidade que compensa a mais de 5 anos. Tem taxas mais baixas no IRS do que um depósito a prazo. Importa ter em atenção o juro pago pelas seguradoras e, ao mesmo tempo, as comissões de subscrição que por vezes são muito altas e anulam as taxas de juro.

Investimentos de Alto Risco

Nunca aposte apenas em investimentos de alto risco. Distribua igualmente o seu dinheiro em investimentos de baixo risco para que possa ter alguma segurança. Com mais ou menos riscos há várias alternativas para aplicar o dinheiro. Guardá-lo debaixo do colchão ou numa latinha como faziam as nossas avós e visavós não é de todo a solução.

Um depósito a prazo, independentemente de ser esse o fim maior do seu dinheiro deve ser sempre considerado por todos, de forma a guardar-se uma parte das poupanças para responder a alguma situação de emergência ou contratempo que possa eventualmente surgir no futuro. Uma doença repentina do próprio cliente ou de algum familiar é, por exemplo, uma situação que pode obrigar a um grande dispêndio de dinheiro e para o qual o tempo de espera nalgumas formas de investimento pode não ajudar.



Deixe uma resposta