Time, energy and money. These should never be compromised.

Dicas para o ajudar a poupar para a reforma

Poupar para a reforma é uma preocupação cada vez mais presente na vida dos portugueses. E, à medida que os anos vão passando, deixa cada vez mais de ser uma escolha e está a passar a ser uma necessidade.

Se quer manter o nível de vida que manteve durante a sua vida “ativa”, deve começar a pensar já no que pode fazer para poupar para a reforma.

Os últimos dados revelados pela Segurança Social levam a querer que a taxa de substituição de pensões será, no máximo, de 55%, ou seja, se quando chegar à reforma não quiser baixar o seu rendimento e a sua qualidade de vida vai ter de começar a poupar para compensar os restantes 45%.

Planear, definir objetivos e diversificar são fundamentais para quem está a começar a poupar. Veja neste artigo algumas dicas e soluções que o poderão ajudar a poupar para a reforma.

Poupar para a reformaQuando se deve começar a poupar para a reforma?

A idade é um dos principais fatores que influência a poupança para a reforma e o primeiro conselho que podemos dar a quem quer poupar para a reforma é que deve começar a poupar o quanto antes. Comece já hoje!

Poupar quando se tem entre 20 e 30 anos é bastante diferente de quando se tem 40 ou 50 anos. E a razão é bastante óbvia. Quando somos mais novos temos um período maior de tempo para atingir o nosso objetivo e à medida que o tempo vai passando e vamos ficando mais velhos esse período vai diminuindo.

O importante é poupar o máximo possível enquanto somos novos. Se possível, deve-se começar a poupar entre os 20 e os 25% e à medida que o tempo vai passando e que as obrigações e as despesas vão aumentando, reduz-se, periodicamente, essa percentagem em 1 – 2%.

Invista de acordo com a sua idade!

A teoria financeira defende que o nível de risco da carteira deve ser proporcional com o prazo do investimento. O motivo é bastante simples: quanto maior for o risco, maior será a probabilidade da pessoa sofrer perdas. Mas, se sofrer uma perda enquanto ainda é novo, a probabilidade de voltar a recuperar o dinheiro é maior. Por isso, os especialistas aconselham a que o nível de risco diminua à medida que a idade da reforma se aproxima.

Poupar para a reformaQuatro formas de investir para a reforma:

1. Seguros PPR

Os seguros PPR são um dos produtos mais conhecidos pelos portugueses para poupar para a reforma. Com estes seguros, o capital está garantido e muitas vezes ainda se consegue uma taxa mínima de remuneração anual.

Este produto tem ainda algumas vantagens fiscais que o tornam ainda mais apelativo: não só os lucros estão sujeitos a um imposto inferior como também parte pode ser deduzido na declaração do IRS (até 100€).

Por outro lado, este tipo de produtos também tem alguns pontos menos vantajosos. Os investidores só poderão levantar o dinheiro em determinadas ocasiões: a partir dos 60 anos de idade ou em casos de desemprego de longa duração, estes são dois exemplos. Caso contrário, todos os levantamentos estão sujeitos a graves penalizações.

2. Fundos PPR

Os fundos PPR são um produto financeiro muito parecido com os seguros PPR e as suas vantagens e desvantagens permanecem muito semelhantes.

A grande diferença é que nos fundos PPR não existe capital nem taxa garantida e, por isso, a remuneração dos fundos PPR está sujeita ás oscilações do mercado.

Normalmente, os ganhos médios nos fundos PPR são muito superiores aos ganhos médios nos seguros PPR, mas à que ter em atenção que, em alguns anos, os ganhos médios nos fundos PPR podem ser negativos.

3. Certificados de reforma

Os certificados de reforma são um produto financeiro que muitas vezes é chamado de PPR do Estado. Estes certificados permitem ao trabalhador descontar 2% e 6% do seu salário para um fundo de capitalização que é gerido pelo Estado. As vantagens deste certificado são bastante semelhante ás dos outros PPR “privados”, no entanto, o certificado de reforma ainda tem condições de levantamento mais restritas.

4. Fundos de investimento

Outra hipótese pode ser investir as suas poupanças em carteiras de fundos de investimento diversificados, compostas por fundos conservadores e outros mais arriscados. Como já foi referido em cima, deve ser tido em conta a relação entre o risco e a idade. Virados mesmo para essa relação existem alguns fundos de investimentos que acompanham o ciclo da vida do investidor tendo em atenção a idade estimada para levantamento do dinheiro, esses fundos chamam-se target funds.

Nota: As dicas e sugestões apresentadas acima são exemplos de como as poupanças podem ser investidas para a reforma e não devem ser interpretadas como recomendações de investimento. Analise o risco e tome a sua decisão.

Na escolha da aplicação financeira há que ter também em atenção o período de imobilização do capital aplicado. Isto é, o período durante o qual não é possível obter o reembolso dos fundos aplicados. Quando este reembolso é possível o mesmo pode estar sujeito a uma penalização significativa, que reduz a remuneração da aplicação ou mesmo, em determinados casos, pode afetar o montante do capital aplicado.

No planeamento da poupança para a reforma, a estratégia mais adequada é uma gestão que tenha em conta o número de anos que falta para a reforma.

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