Time, energy and money. These should never be compromised.

Alternativas aos Certificados de Aforro

Os certificados de aforro estão no topo dos produtos preferidos dos investidores quando procuram uma alternativa aos depósitos a prazo. A razão para isto acontecer é o facto de terem um nível de risco bastante semelhante aos depósitos a prazo, ao mesmo tempo que, habitualmente, oferecem taxas de juro ligeiramente melhores que estes. Apesar de terem alguns aspectos parecidos, e de muitas pessoas falarem deles como se fossem depósitos a prazo, na verdade existem diferenças bastante relevantes. Um certificado de aforro é um titulo de divida emitido pelo Estado. Isto significa que tem o risco subjacente deste, ou seja, se o Estado entrar em incumprimento, como sucedeu há uns anos na Grécia, o investidor pode perder parte ou a totalidade do seu capital. No entanto, existem também títulos de divida (obrigações) emitidos por empresas, que são exactamente o mesmo tipo de produto. A percepção de que o risco dos certificados de aforro não é muito elevado é devido precisamente ao facto de ser mais improvável que um pais vá à falência, quando comparado com uma empresa por exemplo. Conheça neste artigo algumas outras alternativas para a sua poupança.

Obrigações

No paragrafo anterior é referida uma das alternativas mais lógicas aos certificados de aforro. Mais lógicas no sentido de que, basicamente, se trata do mesmo tipo de produto. A diferença é que os certificados de aforro são emitidos pelo Estado, enquanto que as obrigações são emitidas por empresas. Se no primeiro caso convém estudar previamente a situação do pais em questão, no segundo caso deve analisar em detalhe a situação económica e financeira da empresa. O risco aqui depende da empresa e do pais em questão e não do produto em si. Ou seja, pode haver uma obrigação de alto risco e uma de risco semelhante a um deposito a prazo, por exemplo. Naturalmente que o juro pago por cada uma também será muito diferente, nomeadamente a de maior risco tenderá a pagar uma taxa de juro mais elevada do que a de menor risco.

O investimento em obrigações é bastante mais flexível que o investimento em certificados de aforro. Isto porque existe uma muito maior oferta destas, com diversos prazos e taxas de juro. Tanto existem obrigações de curto prazo, como de médio e longo prazo. Cada nova emissão de obrigações também costuma ter uma taxa de juro distinta, pelo que, existem muitas possibilidades de conseguir encontrar exactamente uma obrigação que se adequa àquilo que procura. As obrigações mais equiparadas a certificados de aforro, em termos de risco, são as emitidas por grandes empresas, com um histórico de boas contas bastante antigo.

Depósitos a prazo

Apesar de já ter sido referido neste artigo, esta classe de activos merece também um paragrafo só para si, uma vez que, é uma alternativa muito usada por investidores. Normalmente um investidor conservador, que não deseje assumir muitos riscos, investe em depósitos a prazo e certificados de aforro. Estas são as duas classes de activos de risco mais baixo. Por outro lado, por terem um risco baixo associado, o rendimento obtido também é baixo. Nos depósitos a prazo existe o fundo de garantia de depósitos que cobre todos os depósitos até 100 000€ em Portugal. Esta é uma segurança extra nesta classe de activos. Significa que, mesmo que o banco onde tem as suas poupanças, entre em falência, o Estado tem condições para lhe devolver os seus depósitos, até ao máximo de 100 000€ por titular. Esta situação não se aplica nos certificados de aforro, nos quais o investidor assume o risco, caso haja um incumprimento por parte do Estado.

Seguros de Capitalização

Outra alternativa aos certificados de aforro são os seguros de capitalização. Alguns também podem ser subscritos nas estações de correios (à semelhança dos certificados de aforro). Um seguro de capitalização consiste numa poupança na qual aplica um determinado capital e no fim do período este é-lhe devolvido acrescido de uma determinada taxa de juro. Tem a particularidade de ter um seguro associado que, caso seja necessário pode activar. Por exemplo existem seguros de capitalização associados a um seguro de acidentes pessoais. Assim, se não acontecer nenhum acidente durante o período de vigência do mesmo, no fim recebe o seu capital e juros. Caso contrário, se acontecer algum acidente coberto pelo seguro, pode activa-lo e beneficiar da sua cobertura. Esta acaba portanto por ser uma forma de poupança na qual adquire um extra que é um seguro. Normalmente as taxas de juro oferecidas não são muito altas mas constituem uma boa forma de diversificar os seus investimentos.

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