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Conta poupança ou depósito a prazo?

Actualmente vivemos num período de baixa de taxas de juro generalizada em todos os depósitos a prazo. Este fenómeno é causado pelas baixas taxas de referencia dos bancos central Europeu e Americano. Como tal muitos investidores começam a equacionar investimentos noutro tipo de produtos para fazer aumentar as suas poupanças. Um deles é a conta poupança. Falaremos de ambos neste artigo.

Depósito a prazo

Os depósitos a prazo são um dos produtos financeiros em teoria mais seguros que um investidor pode subscrever. Não é assim por isso de estranhar que seja o que, normalmente, proporciona um retorno financeiro mais baixo. Como sabe, o risco e a taxa de juro envolvido são sempre proporcionais em todos os produtos financeiros. Ou seja, quanto maior o risco de perder parte ou totalidade do seu capital maior é o retorno que pode obter. Assim, o investidor é recompensado para correr um risco maior. Por outro lado, quando o risco envolvido é baixo ou inexistente a recompensa tende a ser menor, pois o investidor está a “emprestar” o seu dinheiro com total garantia de retorno. Os depósitos a prazo tradicionais recaem nesta ultima categoria, uma vez que se comprometem a devolver na totalidade o valor investido acrescido de um juro, no final do seu prazo.

Estas são as características dos depósitos a prazo desde sempre, mas a partir da crise financeira de 2008 houve ainda um acréscimo na sua segurança: mesmo que a instituição financeira abra falência, em Portugal, o Estado garante todos os depósitos até 100 000€. Isto significa que qualquer investidor que tenha um valor igual ou inferior investido em depósitos a prazo, mesmo que o banco o “perca”, o Estado tem condições para o devolver ao investidor, em nome da instituição bancária. Este mecanismo funciona através de uma contribuição de todos os bancos do sistema financeiro para este fundo comum, que será usado caso algum enfrente dificuldades.

Os depósitos a prazo são muitas vezes, em termos de risco, comparados com certificados do tesouro ou certificados de aforro. Efectivamente a nível de risco são parecidos, a diferença é que são emitidos pelo Estado e assim o Estado é que fica com a responsabilidade sobre o capital do investidor. De qualquer forma, como se explicou em cima, em ultima análise, para valores abaixo de 100 000€, em caso de falência do banco, é também o Estado que irá devolver-lhe o seu capital. A maior diferença acaba por ser o prazo de ambos. Enquanto nos depósitos a prazo existe uma grande diversidade de prazos, que pode ir desde 3 meses até vários anos, nos certificados de aforro este prazo costuma sempre ser mais alargado (alguns anos).

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Ao subscrever um depósito a prazo leia sempre atentamente todas as suas informações na sua Ficha Normalizada que o banco é obrigado a fornecer-lhe. Um dos principais pontos que deve ter em atenção é qual o prazo do depósito e ver se ele se adequa àquilo que procura. Por outro lado, deverá verificar se o depósito permite mobilização antecipada, ou seja, se é possível levantar parte ou a totalidade do capital antes de acabar o prazo. Isto pode ser útil se surgir alguma emergência e necessitar do capital antes de ser atingido o prazo do depósito. Quando maior o prazo, mais sensível será esta situação. Por último, veja qual a taxa de juro que o banco se propõe a pagar-lhe e compare-a com outros depósitos a prazo de outros bancos, para ver se está a fazer um bom investimento. Lembre-se de comparar apenas com outros depósitos a prazo e não com outro tipo de produtos, pois se o risco for diferente, não é uma comparação justa e pode induzi-lo em erros.

Contas Poupança

Este tipo de poupança destina-se a investidores que pretendam constituir uma poupança com entregas programadas e um prazo bastante alargado (mais de 10 anos). Um exemplo de plano de poupança deste género é a Conta Poupança Reforma.

O funcionamento habitual deste tipo de investimento é simples. O investidor vai transferindo mensalmente ou anualmente um determinado valor para a conta poupança, que ao longo dos anos vai sendo remunerado a uma taxa de juro. Essa taxa de juro, muitas vezes é superior à de um depósito a prazo pois o investimento é num intervalo temporal maior. Assim, o investidor vai acumulando capital, quer através dos seus reforços, quer através do rendimento deste e ao fim de vários anos ficará surpreendido com o valor que atingiu. A Conta Poupança Reforma acima referida consiste nisto mesmo. Ir acumulando algum capital por ano para depois na reforma poder usufruir dele e dos seus rendimentos. Mesmo que faça apenas reforços pequenos e que a taxa de juro não seja muito alta, ao fim de 20 ou 30 anos de trabalho, ficaria espantado com o capital que juntou.

O risco envolvido neste tipo de aplicação é muito semelhante ao do depósito a prazo, ou seja é quase nulo. A instituição financeira tradicionalmente apenas investirá o seu capital em títulos de renda fixa de empresas com alto rating e fará uma diversificação elevada. Assim, não atinge uma taxa de juro muito alta, mas oferece um risco bastante baixo ao investidor.

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